Vereador Jorge Mendes não tem estatura política para representar Alagoinhas na Assembleia Legislativa – Maurílio Fontes

Vereador distrital, sem que ainda haja no Brasil limites à geografia territorial dos votos em disputas proporcionais, o presidente da Câmara de Vereadores de Alagoinhas, Jorge Mendes, agora filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS), uma das mais novas siglas de aluguel da política brasileira, está sonhando com uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Tem todo o direito. Cumprindo os trâmites exigidos pela Justiça Eleitoral e com a anuência de seu partido, ele poderá se lançar nesta aventura, que mais parece um oásis no deserto de votos que está reservado ao vereador de cinco mandatos, substituto de Zé do Bode no assistencialismo ao povo de Riacho da Guia e adjacências.

No entanto, faltam-lhe estatura política e outros atributos para alcançar posição de tão grande destaque na política baiana.

Mendes não mantém e nunca manteve interlocução com os diversos segmentos sociais de Alagoinhas e estribou sua ação apenas e tão somente no assistencialismo barato, que é sua principal estratégia eleitoral.

Para a vereança, como ele demonstrou ao longo de cinco disputas, suas ações foram suficientes. Mas para alcançar a Assembleia Legislativa são outros quinhentos.

A candidatura de Jorge Mendes, inventada e inflada pelo deputado estadual Paulo Azi, tem tudo para malograr.

Quem assiste às sessões da Câmara de Vereadores percebe a tibieza de Mendes, seu pouco trato com a língua  portuguesa e que os mandatos sucessivos não agregaram qualquer valor à sua trajetória parlamentar.

Ele não dá importância àquilo que os vereadores falam e quase sempre está no celular.

Por diversas vezes, seus colegas chamaram-lhe a atenção em razão do pouco caso demonstrado para se concentrar no plenário, ouvir os discursos e as questões debatidas nas sessões presididas por ele.

Imaginemos a tragédia que seria a atuação de Jorge Mendes na Assembleia Legislativa.

Alagoinhas tem que exportar talentos. E não falsos brilhantes.

Certamente, a presidência da Câmara subiu-lhe à cabeça e os péssimos conselheiros – eles sempre existem na política – devem estar incentivando o confronto com o prefeito Paulo Cezar, já que a candidata do grupo cezista  à ALBA será a secretária de Assistência Social, Tatiana Andrade, esposa do alcaide.

O deputado Paulo Azi precisa explicar esta estratégia eleitoral, que gerará, sem qualquer dúvida, entrechoques com o prefeito Paulo Cezar, que abriga em sua administração muita gente indicada pelo DEM.

Na última quinta-feira, segundo uma fonte do Alagoinhas Hoje, o chefe do Executivo reuniu parte do grupo político e teria afirmado que seus candidatos à Câmara dos Deputados serão Luiz Argôlo e Paulo Azi.

E não resta a menor dúvida que a secretária de Assistência Social é (e será) sua  preferida para  a disputa à Assembleia Legislativa.

Jorge Mendes, com esta estratégia imprudente, poderá ao invés de crescer na política, desaparecer dela.

O presidente perdeu musculatura eleitoral nas várias eleições que ganhou e agora almeja dar um passo maior do que suas  pernas.

Poderá tropeçar.

E Alagoinhas não reclamaria. Ele chegou longe demais. Já basta.

Outra fonte do site disse que o marqueteiro da campanha será Anderson Mendes, sobrinho, homem forte na definição administrativa da Câmara de Vereadores e na estratégia política/eleitoral do tio.

Também a Mendes, o sobrinho preferido, faltam estatura profissional, conhecimentos técnicos e outros atributos necessários a quem deseja se tornar consultor eleitoral.

Mas os Mendes se completam. E vão afundar juntos. Para o bem de Alagoinhas.

Em tempo: não tenho qualquer vinculação com os grupos políticos do município e manterei a postura crítica que tornou o Alagoinhas Hoje o mais importante veículo de internet da região.

Para a insatisfação dos detratores de plantão. 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje