Velocidade média da banda larga fixa no Brasil aumenta em 2012, diz pesquisa

A velocidade média da banda larga fixa no Brasil cresceu em 2012, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pela Cisco, a partir de dados da consultoria IDC.

No último semestre do ano passado houve uma migração de consumidores para planos com conexões velocidades acima de 2 Mbps, chamada pelo IDC como “banda larga 2.0”, diz o estudo.

Esse tipo de conexão cresceu 13,4% no período, enquanto os planos com velocidades entre 128 Kbps e 2 Mbps tiveram recuo de 2,2%.

Com isso, a velocidade média da banda larga fixa no Brasil cresceu 606 Kbps no ano passado, chegando a 4,68 Mbps em dezembro.

A velocidade média é calculada por meio de média ponderada, ou seja, considerando-se o peso de cada velocidade no total de conexões.

A maior oferta de pacotes com preços menores por parte das operadoras e provedores de acesso é o principal motivo do aumento da velocidade, segundo a IDC.

“Os consumidores estão mais exigentes no consumo de telecomunicações, consumindo mais conteúdo como vídeos de alta definição e aplicativos”, diz João Paulo Bruder, analista da consultoria. “Diante disso, as empresas do setor vêm aumentando a oferta de banda.”

No final de 2012, a “banda larga 2.0” representava 57,6% das conexões de banda larga fixa no país.

Do total de acessos, 24,4% correspondem a conexões fixas acima de 10 Mbps.

A previsão é que, em 2017, as velocidades acima de 2 Mbps representem 73,5% das conexões fixas no país.

O estudo considera a velocidade contratada das operadoras, não a efetivamente entregue ao cliente.

Segundo Márcio Carvalho, diretor de marketing da NET, mais de 70% das vendas da companhia correspondem a planos com velocidade acima de 10 Mbps.

MAIS CONEXÕES

O Brasil terminou 2012 com 19,06 milhões de conexões de banda larga fixa, de acordo com o levantamento divulgado hoje, um crescimento de 17% em relação ao fim de 2011.

Incluindo os acessos móveis (que, na metodologia da pesquisa, incluem apenas os modems para acessos em PCs e tablets, excluindo smartphones), a expansão foi de 18,6% no período.

As conexões móveis totalizaram 6,7 milhões no final de dezembro.

Os principais tipos de conexões fixas no país são xDSL (64% do total) e via cabo (31%).

Fonte: Folha de São Paulo

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje