Governo do Estado anuncia investimento de R$ 1 milhão na recuperação geral da rodoviária de Paulo Afonso e administração municipal quer privatizar terminal de Alagoinhas

Com o título “Paulo Afonso é beneficiado com estradas e recuperação no Terminal Rodoviário”, release da Secretaria de Comunicação do Estado enviado à imprensa no dia 22 de Fevereiro, incluindo o Alagoinhas Hoje, informa sobre ações do governo no município do Norte da Bahia.

Reproduzo a íntegra do texto: “Com 24 quilômetros de extensão, o trecho da BA-210, ligando o entroncamento da BR-110 à divisa com Sergipe, na localidade de Xingozinho, será entregue recuperado, nesta sexta-feira (22), às 11h, pelo governador Jaques Wagner e o vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar. Na oportunidade, o governador assina ordem de serviço para a recuperação de outro trecho da BA-210, com 8,30 quilômetros de extensão, ligando Paulo Afonso ao entroncamento da BR 110 e a reforma e ampliação do Terminal Rodoviário da cidade.

As obras de recuperação e ampliação do Terminal Rodoviário de Paulo Afonso terão investimento previsto de R$ 1.018.279,05. O terminal passará por uma recuperação geral, inclusive de ordem estrutural, com o emprego de pilares em concreto armado, além da substituição de esquadrias, cobertura, instalações elétricas, fachadas, piso, cobertura da área externa e ampliação dos “decks” de embarque, abrigando mais ônibus”. (negrito do Alagoinhas Hoje)

Enquanto o governo do estado investe um milhão de reais na recuperação geral da rodoviária de Paulo Afonso, a administração comandada pelo prefeito Paulo Cezar quer privatizar o terminal de Alagoinhas.

O fato impõe algumas perguntas:

1) Paulo Afonso é mais importante politicamente do que Alagoinhas?

2) O prefeito Paulo Cezar usou seu capital político para conseguir do governo do estado os recursos visando permitir a recuperação geral da rodoviária?

3) Na estratégia da municipalização já estava embutida a ideia de privatização do terminal?

4) Quais os motivos que levaram a administração optar pela privatização ao invés de usar seus contatos no governo para viabilizar a forma implementada em Paulo Afonso?

5) Uma empresa privada assumirá a gestão da rodoviária nas condições em que ela se encontra?

6) O tão decantado relacionamento entre o prefeito e o governador não foi o bastante para garantir os recursos necessários à realização da obra de recuperação geral do terminal rodoviário?

São perguntas que precisam ser respondidas com transparência, até porque a audiência pública da última quinta-feira na Câmara de Vereadores para tratar da questão da rodoviária gerou muito mais confusões do que esclarecimentos.

O governo precisa sair do pedestal e passar a entender que deve satisfações à sociedade, imprensa incluída, sobre suas ações que envolvem recursos públicos.

Deixar o misancene (termo aportuguesado) e agir com mais educação e cortesia.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje