Em busca de virgens nas “roças” da região – Maurílio Fontes

Os fatos descritos a seguir não são estórias da carochinha, embora à primeira vista possam parecer fantasia do articulista.

Caro leitor, os fatos narrados são a pura expressão da verdade, mesmo que os nomes dos três personagens envolvidos, por questões óbvias, não estejam aqui registrados.

Dois deles são bastante conhecidos em nossa região. O outro, chamado de “cumpadi”  é de outras plagas, das proximidades do recôncavo baiano, tão cheio de boas histórias, atos heroicos e de luta em favor da democracia.

Os atos dos três mosqueteiros às avessas são dignos das páginas policiais dos grandes jornais e do Jornal Nacional, telejornal de maior audiência no Brasil, apesar de sua linha editorial francamente direitista.

Transviados, desviados e desprovidos de conceitos éticos e morais mínimos, os três saíram por diversas vezes pelas “roças” da região em busca de virgens.

Com objetivos claros: deflorá-las pela força do dinheiro.

Para isso, contavam com a ajuda de olheiros regiamente pagos.

Não estamos na Idade Média (ou em momentos de barbárie), tempo no qual os vencidos pagavam a conta da derrota militar de diversas maneiras e a mais condenável sempre foi o ataque sexual às mulheres.

A tara por virgens dos três homens, que exerceram e exercem funções públicas, demonstra que ainda não nos afastamos da bestialidade humana, registrada ao longo da história de nossa raça.

A história mistura desvios sexuais de grande monta, certeza da impunidade e uso de recursos que não lhes pertenciam para a consumação de seus objetivos.

Estranha-se, contudo, que as autoridades policiais não saibam disso e que o Ministério Público ignore tais condutas.

A imprensa de Alagoinhas, quase sempre mal informada de ofício, não pode compactuar com práticas tão condenáveis.

Nosso papel é investigar e retirar das sombras os três personagens.

O Alagoinhas Hoje não nomina os personagens porque não tem as provas necessárias, mas a fonte do site afirma que o fato é real e que a excitação dos três indigitados fazia parte de uma competição interna para alcançar as maiores estatísticas de defloramento, consentido pela força do dinheiro, principalmente voltado para filhas de famílias pobres da zona rural de municípios vizinhos de Alagoinhas.

Para não causar nenhuma atribulação às famílias de políticos alagoinhenses o site registra que eles não estiveram envolvidos nestas ações, que são próprias de crápulas, devassos, bandidos travestidos de homens de bem, canalhas e patifes.

N0 Aurélio, que durante tantos anos foi o principal dicionário do Brasil, não caberiam os adjetivos desqualificativos que eles merecem.

Não há certeza quanto à continuidade da prática, mas isso não os inocenta.

Dois foram punidos pelas urnas e já não desempenham funções eletivas.

Mas o terceiro se mantém no poder, mas em momento bastante tumultuado.

A liberdade sexual, fruto das lutas sociais da década de 60, parece que não chegou ao conhecimento dos três personagens deste texto.

Como sempre, aparecerão defensores de quem nem foi acusado, visto que o Alagoinhas Hoje apenas registrou os fatos, mas por não ter em mãos as provas, evitou citar os nomes, mesmo conhecendo a identificação de dois dos três fanáticos por virgens.

Que o leitor use sua imaginação e descubra quem são os “caçadores” de virgens.

 

 

 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje