BATE PRONTO 137

Em ano eleitoral aumentam as vendas de óleo de peroba, produto tradicional, utilizado para lustrar móveis, mas que serve ao contorcionismo de muitos políticos pela falta de bom senso. Haja óleo de peroba até 7 de outubro, dia em que os eleitores baianos votarão para deputado estadual, deputado federal, senadores, governador de estado e presidente da República.

ÓLEO DE PEROBA I

Convidado pelo vereador Gode, o deputado federal José Carlos Araújo, presidente estadual do Partido da República (PR), participou da reinauguração da Escola Érico Verissimo, que aconteceu no último domingo (29), dia em que prefeito Joaquim Neto completou 56 anos. Ambos, o vereador e o deputado, devem ter comprado óleo de peroba em Alagoinhas e Salvador. Gode não era o anfitrião, portanto, deveria ter se colocado no lugar de convidado e não de organizador do evento.

ÓLEO DE PEROBA II

Caberia ao prefeito Joaquim Neto e a Fabrício Faro, secretário de Educação, enviar os convites, regra básica na gestão pública, já que eles eram os anfitriões, excluindo, principalmente, pessoas que não participam do dia a dia de Alagoinhas e só querem faturar politicamente, aparecendo quando a bola está na marca do pênalti para auferir vantagens eleitorais. 

APOIO I

Na confusão política em que se transformou o relacionamento entre a administração joaquinista e sua base parlamentar, muitos vereadores estão formatando alianças eleitorais com diversos candidatos, inclusive do grupo do governador Rui Costa. As opções parecem aquele joguinho infantil denominado “galinha gorda”.

APOIO II

O demista Luciano Almeida entrou em contato e afirmou que votará nos candidatos do prefeito Joaquim Neto. “Trabalhei muito para que o nosso grupo ganhasse a disputa em 2016 e na eleição de 2018 reafirmarei publicamente meu compromisso com o prefeito”, disse, acrescentando que o ex-secretário Geraldo Melo (PSDB), o deputado federal Paulo Azi (DEM), além de José Ronaldo, postulante ao governo do estado, são seus candidatos.

APOIO III

Luciano Almeida disse também que as eleições de 2018 poderão delinear os cenários para a disputa de 2020. “Precisamos, neste momento, fortalecer a liderança política do prefeito Joaquim Neto”, salientou o vereador. 

DIÁRIO OFICIAL I

O Diário Oficial da Prefeitura de Alagoinhas está recheado de exonerações e nomeações. Tomara que não sejam meras trocas de seis por meia dúzia, tão comuns na administração pública.

DIÁRIO OFICIAL II

Na edição de ontem (3) foi publicado o Decreto nº4.864/2018, que estabelece redução de despesas geradas pela participação de funcionários efetivos e detentores de cargos de confiança em comissões. A Gratificação de Atividade Colegiada (GAC) se transformou na maneira mais fácil de aumentar salários, sem critérios objetivos, e a partir da decisão unilateral de cada secretário. Denúncia contra a utilização indevida da GAC foi publicada no site Alagoinhas Hoje. 

DIÁRIO OFICIAL III

Outro decreto, também publicado na edição de ontem (3), define medidas de limitação de empenho e movimentação financeira no âmbito da administração direta e autarquias. Os secretários Daniel Grave, da Fazenda, e Tácio Lobo, de Planejamento e Gestão, desempenham com muito prazer os papéis de tesouras administrativas. Isso só não basta. É preciso investir na qualidade do gasto público, algo que ainda não está em prática. A dupla, que não tem compromisso com Alagoinhas, parece esquecer que a prefeitura ocupa posição relevante na indução da economia local.

ESCOLHA I

Líder político incontestável, o ex-prefeito Paulo Cezar Simões Silva (PRP), candidato à Assembleia Legislativa, conduziu sua trajetória de forma ascendente e alcançou mandatos quando poucos acreditavam em seus sonhos (no total, são 24 anos no exercício de funções públicas eletivas). A escolha em 2016 da ex-secretária Sônia Fontes se revelou desastrosa para o grupo cezista: logo após a proclamação do resultado eleitoral, desrespeitando seus correligionários, SF se mandou para Santo Antônio de Jesus.

ESCOLHA II

Agora, Paulo Cezar escolheu o deputado federal João Carlos Bacelar, presidente regional do Podemos, para fazer dobradinha eleitoral em Alagoinhas. Ex-secretário de Educação da Prefeitura de Salvador no segundo mandato de João Henrique, Bacelar é alvo de ação de improbidade administrativa originária do Ministério Público (MP), que o acusa de ter desviado recursos do erário soteropolitano por intermédio de convênio entre a secretaria e a organização não-governamental Pierre Bordieu. Ontem (3), a denúncia foi estampada em vários sites de Salvador e veiculada nas principais emissoras de rádio da capital. Os números são imprecisos: um site registrou supostos desvios de R$65 milhões; para outro, os desvios teriam sido de R$120 milhões. A imprecisão, no entanto, não retira a grandeza dos dois montantes.

ESCOLHA III

O deputado Bacelar e os outros seis acusados terão amplo direito de defesa, pilar fundamental do ordenamento jurídico, mas politicamente sua imagem está comprometida, e até mesmo manchada, pela contundência da denúncia do Ministério Público, cuja ação foi elaborada pela equipe da promotora Rita Tourinho, conhecida pelas denúncias contra gestores municipais.

TV BAHIA

A Prefeitura de Alagoinhas tem débitos com a SLA, ex-agência de publicidade da administração joaquinista, que por sua vez tem débitos com a TV Bahia pela veiculação de comerciais sobre ações da PMA. Uma equação perigosa. Brincar com rede de comunicação tão poderosa na Bahia pode ter consequências imprevisíveis.

IMPRENSA

Argumento de quem defendia a classificação em primeiro lugar da décima colocada na licitação para terceirização de mão de obra: “O prefeito Joaquim Neto estava sendo pautado e mandado pela imprensa”. Se foi pautado pelas denúncias, não se sabe, mas a decisão economizará quase R$1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil) por ano. Em cinco anos de contrato, aproximadamente R$10 milhões não serão jogados no lixo (será que seria mesmo no lixo?). A boa imprensa faz seu papel, sem mandar em ninguém, mas desnudando as manobras praticadas nos bastidores, cujos interesses são quase sempre inconfessáveis. 

EXONERAÇÕES I

Fonte da coluna informa que as exonerações dos últimos dias já teriam a marca de Manoel Cardoso, irmão do prefeito Joaquim Neto.. O suspense que corre solto nos corredores da PMA é o seguinte: “Quem será o próximo?”. 

EXONERAÇÕES II

A empresa de coleta de lixo contratada pela Prefeitura de Alagoinhas não pode ser o destino de alguns exonerados. Eles precisam buscar alternativas laborais na iniciativa privada e não em pessoa jurídica que mantém contrato com administração pública municipal. Seria “sair sem sair e sair ficando”, apesar do decreto de desligamento da PMA. 

 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje