Seminário debate novas estratégias para a ascendência africana no Brasil e América Latina

O fortalecimento das relações entre a América Latina e os países africanos com vistas a acelerar o processo de inclusão da comunidade afrodescendente latino-americana, será o principal foco do Seminário Internacional Somos Africanos? Novas estratégias para a Ascendência Africana no Brasil e na América Latina, evento que será aberto nesta quarta-feira, 4, prosseguindo até o dia 06, sexta-feira, no auditório Kátia Matoso da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris.

O seminário, promovido pelo Governo Federal, abre as comemorações dos 50 anos de fundação da União Africana – UA e contará com a participação da ministra chefe Luiza Bairros, titular da Secretaria Especial de Políticas Públicas da Igualdade Racial – SEPPIR.

Criada com o objetivo de promover a unidade do continente e defender a soberania e integridade territorial dos seus membros, a União Africana, segundo Zulu Araújo, organizador do evento e coordenador do Centro de Pesquisa Mario Gusmão- CENAG, tem buscado, ao longo dos seus 50 anos, responder ao grande desafio que ainda persiste na realidade africana. “Como vencer a fome, a miséria, as guerras e a violenta exploração da qual a principal vítima é o seu povo”, reforça.

Estima-se que, somente na América Latina e no Caribe, vivam 153 milhões de pessoas de ascendência africana, o que representa, aproximadamente, 23% da população latino-americana, sendo que Brasil concorre com mais da metade deste total (92 milhões). O seminário representará uma oportunidade para articular com os demais países latino-americanos, propostas e ações conjuntas que valorizem a ascendência africana, a contribuição do Brasil para a Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano (NEPAD), bem como promover e dar visibilidade ao seu rico patrimônio cultural.

 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje