BATE PRONTO 111

As alianças eleitorais começam a se tornar públicas, mas em alguns casos, notadamente amadores, os políticos de Alagoinhas se esquecem, quando definem os candidatos à vice, de auscultar a sociedade e pensam estar fazendo um bom negócio. Muito pelo contrário, pois transitam na contramão das percepções dos cidadãos.

INTERROGAÇÃO 2 

Adivinhem quem é – I

Filho de família tradicional de Alagoinhas, renitente candidato, tem imagem avaliada negativamente: não possui carisma, vive à sombra do pai (nonagenário), proprietário de um negócio mal cuidado, mal gerido e abandonado, sem personalidade própria. Os leitores têm ideia de quem seja o político com tantos atributos negativos?

Adivinhem quem é – II

Os novos aliados, que até recentemente mantinham distância regulamentar, hoje acreditam que a aliança política a ser anunciada somará pontos e ajudará na definição do pleito. O engano poderá ser fatal. O sujeito é um azarado nas disputas eleitorais.

Jeito velho, mundo novo

Com um jeito velho de fazer política, centrado nas avaliações do núcleo familiar, carcomido pelas derrotas implacáveis, o quase ex-político se dobra ao tempo e às circunstâncias, pretendendo manter-se vivo na disputa pelo Paço Municipal, mais uma vez em posição secundária. Ele não se adaptou aos desafios do mundo novo e continua com os pés na década de 70 do século passado.

Jogo duplo

Vereadores do grupo do deputado federal Paulo Azi (DEM) continuam fazendo jogo duplo: apoiam a candidatura do médico Joaquim Neto e recebem muitos carinhos da administração municipal, pródiga e sem limites quando está em jogo a “governabilidade”. Jogo duplo em política, ao contrário do que possa parecer, não é sinal de habilidade, mas sim de caráter flexível. Coisa de molusco.

Contas

Especialistas em contas públicas garantem que a administração do prefeito Paulo Cezar terá problemas para fechar o “balanço” de 2016. Sem a regularidade exigida pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ele poderá ficar inelegível e não terá oportunidade, em 2018, de “tirar o mandato” de ninguém. Existiriam débitos, não saldados, do primeiro ano do governo. O fechamento das contas, mais do que a eleição, é o grande desafio do prefeito.

Catu I

A pré-candidatura do empresário Cezar Ribeiro (PDT) à Prefeitura de Catu não emplaca. Empaca. O posicionamento de marketing foi totalmente errado e não rendeu os resultados planejados. No Facebook, a repercussão das postagens de Cezar é um retumbante fracasso, o que traduz sua pouca penetração nas diversas camadas sociais catuenses. Introspectivo, com ares artificiais de homem do povo, se mantiver a candidatura, entrará para a história política do município vizinho. Negativamente. 

Catu II

“Profissional” de marketing que não sabe o que significa dissonância cognitiva está fadado ao fracasso. Colocar novo personagem e uma nova (e irreal) personalidade à disposição do mercado eleitoral, artificialmente, indica total desconhecimento das condições, objetivas e subjetivas, que geram as percepções dos eleitores.

Catu III

Sem a ex-prefeita Gilcina Carvalho (DEM) no páreo eleitoral, o atual prefeito de Catu, Geranilson Requião (PT), tem amplas chances de renovar seu mandato, apesar das deficiências de sua gestão, que prometeu muito e fez pouco. Entre o ruim conhecido e uma possível aventura, o eleitor quase sempre opta pelo comodismo e mantém quem está no poder. Assim funciona a lógica dos embates eleitorais.

Entre Rios

O prefeito Fernando Madeirol quer formar uma chapa quase familiar, após romper com o vice Elísio Simões. A sucessão, para Madeirol, é um caso de família. Esta lógica está no DNA de Paulo e Fernando Madeirol, que se acham donos do Conde e de Entre Rios.

Fantasma I

Jorge Campeão, o fantasma nada legal  e camarada (totalmente diferente daquele do desenho animado) com o povo de Alagoinhas, pois ganha dinheiro público sem trabalhar, apareceu ontem na sede do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Não se sabe o que ele foi fazer lá: em um campeonato de gestão financeira, Jorge nunca seria “Campeão” nem se disputasse mil partidas seguidas. Ele foi nomeado pelo prefeito Paulo Cezar para o cargo de Assessor de Planejamento e Gestão Orçamentária (CC-3) do Quadro de Cargos em Comissão do SAAE.

FANTASMINHA LEGAL 1

Fantasma II

O cargo, segundo uma fonte do SAAE, deveria ser ocupado por quem possui graduação superior. Seria prudente, mais do que isso, necessário, que Jorge Campeão apresentasse diplomas e certificados garantidores de sua qualificação técnica na área para a qual foi nomeado. Dizem que além de ser raso tecnicamente, ele também não tem votos. Coisas de Paulo Cezar. Só PC pode explicar sua lógica nada cartesiana.

Fantasma III

Entre salário e penduricalhos, Jorge Campeão tem remuneração bem acima de seus colegas da construção pesada: o SAAE é uma mãe e deposita em sua conta aproximadamente R$4.800,00/mês. Qual a contrapartida para a sociedade? Nenhuma. Quanto mais, pasmem senhores leitores, que Campeão, logo após sua nomeação, foi cedido à área política do governo municipal. Simplesmente para não fazer nada.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje