Bahiafarma aguarda liberação de testes

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“Daqui a três ou quatro meses, a Fundação Bahiafarma espera fazer o registro de testes para dengue e chicungunya”. A afirmação é diretor-presidente da fundação, o farmacêutico Ronaldo Dias com exclusividade para a equipe de A Tarde.

O órgão vinculado à Secretaria da Saúde (Sesab), já tem a chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização de testes rápidos para dignóstico do Zika Vírus.

“Já temos peticionado na Anvisa, e aguardamos registro igual ao teste da zika, desses testes, inclusive sífilis e vamos fazer até o final do ano ainda HIV, hepatite B e C. Isso só em testes rápidos, fora PCR e Elisa”, disse o presidente da Bahiafarma.

Ronaldo disse que havendo a confirmação do Ministério da Saúde (MS) do pedido de compra, a BahiaFarma está provisionada para fornecer 500 mil testes por mês. “Temos capacidade de fornecer para todo o país, a depender da quantidade. Não há impeditivo tecnológico”.

Há uma expectativa que na próxima semana ocorra uma reunião com o Ministério da Saúde para definir os próximos passos. O preço médio do teste é R$ 35 e o resultado sai em 20 minutos. O teste é feito pela coleta de sangue e permite a detecção de anticorpos contra o vírus da Zika em qualquer fase da doença, o que acelera o diagnóstico e colabora para o mapeamento epidemiológico de ocorrências, facilitando ações de combate.
Procedimento

O dispositivo é composto por dois cassetes portáteis (7×2 cm cada), que utilizam uma amostra de reage ao anticorpo IgM e identifica infecções recentes (até duas semanas), enquanto o segundo, que reage ao IgG, identifica se o paciente foi infectado há mais tempo.

A técnica laboratorial de PCR vem sendo usada para detecção do vírus. Além de demorada -o procedimento pode durar semanas-, a técnica custa de dez a quinze vezes mais que o teste rápido e só é capaz de detectar casos hiperagudos (quando ainda há presença do vírus na circulação sanguínea).

No país, a Bahia é pioneira na pesquisa e desenvolvimento do teste que foi realizado por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia e a empresa sul-coreana Genbody Inc., que firmaram um acordo de transferência de tecnologia para a Bahiafarma. A partir da assinatura, foram dez meses de pesquisas conjuntas, até que a fundação baiana cumprisse as exigências da agência reguladora.

“O surgimento da Zika no Brasil, cujos sintomas são semelhantes aos da dengue e a febre chikungunya, evidenciou a dificuldade para o diagnóstico”, lembrou o secretário da Saúde do Estado da Bahia  Fábio Vilas-Boas.

Fonte: A Tarde

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje