Sem apoio da Prefeitura de Inhambupe, crianças com necessidades especiais não praticam equoterapia

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Sem apoio da Prefeitura de Inhambupe, 30 crianças especiais não praticam equoterapia há cinco meses. O convênio entre a administração municipal e a Associação Beneficente Cultural Recreativa de Inhambupe (ABECRI) não foi renovado no início deste ano.

As atividades estão paralisadas e os prejuízos ao desenvolvimento das crianças, de acordo com Leila Matos, dirigente da entidade que realiza a equoterapia, são enormes e os avanços obtidos nos últimos dois anos podem ser perdidos. 

A Prefeitura de Inhambupe cedia à ABECRI profissionais nas áreas de fisioterapia e psicologia, além do transporte para as crianças e os responsáveis pelas atividades técnicas. “Os avanços das crianças se tornaram evidentes e foram notados por nossa equipe e também pelos familiares”, registrou a dirigente da associação. 

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Segundo Leila Matos, o diálogo com os gestores de Inhambupe não avançou e o impasse está gerando graves prejuízos às crianças especiais. 

Hoje, houve manifestação no Clube ARCI para denunciar o descaso da prefeitura.

A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB Sindicato – Núcleo de Inhambupe) apoiou o movimento e e a direção da entidade consentiu que Leila Matos falasse para aproximadamente 300 professores sobre a importância da equoterapia e os prejuízos causados às crianças pela interrupção das atividades. “Janete Souza, dirigente da APLB em Inhambupe, nos franqueou a fala no evento da categoria, que é importante para o trabalho que desenvolvemos”, salientou Leila, acrescentando “que os professores passaram a conhecer aquilo que foi realizado em 2014 e 2015, com grande aproveitamento das crianças”.  

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Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje