Pesquisas para todos os gostos e colorações partidárias – Maurílio Fontes

As pesquisas eleitorais, cujo marco histórico é eleição de 1932 nos Estados Unidos, percorreram trajetórias polêmicas, mas neste ano da graça de 2014 parece que elas perderam o rumo, a credibilidade e o senso de precisão.

Aparentemente, elas passaram a fazer parte do jogo eleitoral, a exemplo do que aconteceu na Bahia, referendando discursos, mobilizando a militância, partidários dos candidatos e os financiadores de campanha.

Nesta reta final da campanha presidencial, a mais disputada desde 1989, quando voltamos a eleger o mandatário do governo central, as pesquisas mais confundem do que explicam os cenários, deixando até o observador mais atento em completo estado de confusão mental acerca da verdade dos fatos e da vontade dos eleitores.

Ontem, o Datafolha deu vantagem à presidenta Dilma Rousseff. Hoje, o Instituto Verita apresenta uma margem favorável ao postulante oposicionista. E não se trata, aqui, da empresa ser mais ou menos conhecida, ter mais ou menos anos de mercado, até porque na Bahia um pequeno instituto, quase de fundo de quintal, desmentiu um grandão da área. 

Alguém está deliberadamente falseando a verdade?  Ou é pura incompetência?

Existem pesquisas para todos os gostos e colorações partidárias. Talvez, algumas delas não estejam em consonância com os fatos.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje