Mudanças no SAAE são necessárias para empresa recuperar credibilidade perdida – Maurílio Fontes

As mudanças que serão feitas na diretoria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), outrora uma autarquia modelo, devem ser radicais e não poupar nenhum diretor, porque todos têm responsabilidade na crise vivida pela empresa, hoje sem qualquer credibilidade para comprar no comércio local (só para citar um exemplo).

As aquisições são repartidas, porque ninguém tem coragem de vender  materiais de uso contínuo ao SAAE.

Note-se, à bem da verdade, que os montantes não são tão grandes assim, retratando a condição atual da empresa, que em tempos pretéritos era reconhecida como boa pagadora.

Para alguns, esta é pior crise da história do SAAE, mas mesmo assim, de forma estúpida, ainda tem diretor que defende aumentos salariais de até 26% para cargos de confiança.

E o pior: retroativos ao mês de Janeiro.

Usando um jargão famoso da esquerda européia na guerra civil espanhola contra as forças do ditador Franco: “Não passarão”!

Soluções caseiras, bairristas e corporativistas não resolverão os problemas da empresa, até porque em uma diretoria colegiada as responsabilidades devem ser atribuídas a quem exerce cargos de staff, mesmo que alguns não tenham competência para gerir coisa nenhuma e façam de seus cargos meras trincheiras políticas.

Mesmice travestida de falsa modernidade, conjugada com um discurso rocambolesco, teatral, ilusionista, que não corresponde à verdade dos fatos.

Construtores de factóides e não gestores em nível de excelência.

O SAAE não pode conviver mais com pessoas medianas ditando seus destinos e necessita de mudanças radicais para não quebrar.

Por incrível que pareça, a quebradeira da autarquia pode ser vista em um horizonte não tão distante.

A cada dia, ela, a terrível situação pré-falimentar, vai se tornando mais tangível.

Culpa de quem?

De todos os diretores, sem qualquer exceção, embora alguns, querendo possuir mais manhas do que certos jegues, que segundo a tradição nordestina têm sete manhas, tentam passar para a sociedade uma imagem totalmente fora da realidade.

Não contarão com o Alagoinhas Hoje para fazer prevalecer suas versões pífias.

O prefeito Paulo Cezar, ao invés de pensar na próxima eleição, tem que focar suas ações nas próximas gerações.

Ele pode começar uma nova etapa de seu segundo mandato e tem a oportunidade de afastar todos os diretores, injetando novas energias na gestão do SAAE.

Talvez, por capricho, e pelas críticas do Alagoinhas Hoje, o prefeito resolva trocar seis por meia dúzia.

Muito provavelmente, PC queira transformar a autarquia em moeda de troca para transações políticas

Mas pagará caro por isso.

A história cobrará dele no futuro próximo e nos anos vindouros.

Seu governo não construirá a memória política destes tempos e não fará prevalecer suas teses.

Nem hoje e nem amanhã.

Para o bem de Alagoinhas, a preservação do patrimônio da empresa é o mais importante nesta quadra de sua cambaleante existência.

Que saíam todos e o SAAE passe a viver de verdade um novo tempo.

Antes que consigam acabar com ele.

O cofre  da autarquia tem fundo, ao contrário do que muitos pensam.

A empresa resistiria a uma auditoria externa realizada com seriedade?

 

 

 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje