Juiz nega pedido da defesa e mantém prisão preventiva de Geddel

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Criminal de Brasília, negou nesta quinta-feira um pedido da defesa de Geddel Vieira Lima e manteve o ex-ministro preventivamente. “Não tenho elemento para dizer neste momento que não há indício de crime. Desse modo, eu mantenho aqui o que coloquei na decisão de que há indícios de autoria e materialidade quanto a Geddel” afirmou o juiz, em audiência de custódia realizada nesta manhã.

Geddel foi preso preventivamente na segunda por determinação da Justiça Federal. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele estaria tentando obstruir a investigação de suspeitas de irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal. A prisão preventiva foi pedida pela Polícia Federal (PF) e pelos integrantes da força-tarefa da Operação Cui Bono, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de delação premiada.

Na terça, o ex-ministro foi transferido da Superintendência da PF, em Brasília, para a Penitenciária da Papuda, também na capital federal. Para o juiz Vallisney, há dois pressupostos para a manutenção da prisão: a ordem pública, por conta da reiterada conduta de Geddel, e as supostas ligações para a esposa de Funaro. O MPF argumenta que Geddel tentou obstruir a Justiça ao tentar pressionar Funaro a não fazer delação premiada.

Ao negar a liberdade a Geddel, o juiz autorizou que a esposa de Funaro, Raquel Pitta, seja ouvida pela PF para falar se houve pressão do ex-ministro. Além disso, o juiz solicitou perícia no aparelho celular de Raquel pelo qual falou com o ex-ministro. “Esses telefonemas reconhecidos pelo Geddel são existentes de modo que, com eles, o quadro parece grave”, afirmou Vallisney.

 

Fonte: VEJA

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje