Greve na RLAM: Sindipetro afirma que gerência mantém trabalhadores em cárcere privado

A greve na Refinaria Landupho Alves-Mataripe (RLAM), em São Francisco do Conde, completa hoje (4) seis dias e mais de 90% dos trabalhadores da Petrobras, segundo o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), paralisaram suas atividades.

Amanhã (5), haverá nova assembleia nos portões 1 e 3 da RLAM, a partir das 7 horas, para discutir os rumos do movimento grevista.

Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro,  assegurou ao editor do Alagoinhas Hoje que a greve é a maior dos últimos 20 anos. “A adesão dos trabalhadores obrigou a Petrobras a importar funcionários de outras refinarias do país para evitar a total paralisação da unidade produtiva, que refina 250 mil barris de petróleo diariamente, originários tanto do Brasil quanto do exterior”, revelou o diretor sindical.

Os grevistas não aceitam a redução de trabalhadores em áreas estratégicas da refinaria, em torno de 70, por entenderem que a decisão da gerência comprometerá as atividades e sobrecarregará aqueles que assumirem as funções, com graves riscos de acidentes.

Radiovaldo Costa disse que nestes dias de greve alguns trabalhadores são mantidos em cárcere privado e foram impedidos pela gerência da RLAM de deixarem a unidade após o cumprimento de seus turnos.

Há casos, de acordo com o sindicalista, de trabalhadores que entraram na refinaria na última quinta-feira (29/06) e até o final da manhã desta terça-feira (4) não haviam sido liberados.

 

Foto: Sindipetro – Divulgação 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje