BATE PRONTO 18

Mais uma coluna à sua disposição. As tentativas de desmerecer a coluna por parte de alguns vassalos do governo não prosperaram. E não terão êxito algum, porque o compromisso do site é com vocês, que proporcionam audiência ao trabalho que desenvolvemos. E mais que isso: acreditam que a imprensa, quando autônoma, exerce relevante papel social.

Sonho I

As palavras traem aqueles que com elas não mantêm proximidade.  Foi o caso do vice-prefeito Geraldo Almeida, que na tentativa de atacar o trabalho do Alagoinhas Hoje, aventou a possibilidade de um dia sentar-se na cadeira que simboliza o chefia do Executivo. Pobre Alagoinhas. Mas este dia nunca chegará.

Sonho II

Quem exerce a vice, por dever de ofício e ética, não deveria falar em hipótese alguma sobre a mínima possibilidade de assumir o mandato de seu companheiro de chapa, porque demonstra um apetite desmesurado pelo poder. Ademais, Alagoinhas nos últimos anos teve apenas um vice-prefeito que chegou à chefia do Executivo por via eleitoral. E foi uma grande tragédia. Melhor não repetir a dose.

Sonho III

Almeida admitiu que se chegasse ao posto máximo da política local concederia espaços privilegiados ao deputado Luiz Argôlo, líder político de sua família. Melhor seria o deputado cuidar da relação com outras cidades, do que ficar pensando em ascender à Prefeitura de Alagoinhas, algo muito improvável.

Realidade

O núcleo duro do prefeito, apesar dos salamaleques, não engole, apenas tolera, o vice-prefeito, que pensa ser mais do que é na política de Alagoinhas. Com sua experiência, ele deveria ter os pés no chão e não ficar sonhando na vã tentativa de mudar a realidade.

Areia

Muita areia para seu caminhão é uma expressão usada largamente e todos sabem o seu significado. Mas bem que ela poderia ser adaptada para a Prefeitura de Alagoinhas, que compra areia como se fosse palitos de fósforos ou água. Aproximadamente R$ 600 mil foram gastos na compra do produto no final do ano passado.  Onde foi usada a areia? A Secretaria de Infraestrutura está construindo uma praia?

Limite I

A Prefeitura de Alagoinhas está gastando 50,13% das receitas correntes líquidas com pagamento de pessoal. O limite prudencial, quando se acende a luz vermelha, é de 51,3%. O teto legal é de 54%. Descontrolada em termos de despesas com o funcionalismo, a administração está a 1,2 pontos percentuais do limite prudencial e menos de quatro do máximo permitido. Problemas à vista.

Limite II

O problema pode se agravar ainda mais com o aumento do funcionalismo, que ainda não foi definido, mas que certamente cobrirá a inflação dos últimos doze meses. Mais um incremento na folha que impactará nos limites dos gastos das receitas correntes líquidas. E colocará a gestão de pessoal na marca do pênalti. O perigo é fazer gol contra. No final de 2008, a prefeitura gastava 47% com pessoal.

Limite III

Onde anda a tão elogiada e competente (?) gestão financeira da administração municipal, sob a batuta do secretário da Fazenda, Renato Almeida? Afirmam que ele diz não às loucuras governamentais, mas o núcleo duro do prefeito, mais político do que técnico, passa por cima das orientações e impõe sua vontade para atender aos conchavos partidários.

Transparência?

Alagoinhas está incluída, segundo matéria da Tribuna da Bahia, dentre os municípios que não cumprem a Lei da Transparência e Controle Social, promulgada em 2009. Mais um ponto negativo para a administração municipal. Onde está a transparência? Certamente, na lata do lixo. Tanto dinheiro gasto com consultorias mirabolantes e nada avança.

Fácil

Maria da Conceição Bastos Santos, mais conhecida como Conchita, que foi candidata à Câmara de Vereadores pelo Partido dos Trabalhadores, hoje a serviço do PMDB, está exercendo função na Secretaria de Agricultura como se fosse detentora de cargo de confiança, mas sua remuneração é paga pela Fácil. Segundo uma fonte, ela se apresenta como dirigente da secretaria sem ter os requisitos para isso, pois sua vinculação com a prefeitura se dá por intermédio da Fácil, empresa sobre a qual pesam uma série de denúncias. A administração, supostamente, é conivente.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje