Servidor público é acusado de estuprar filha de 15 anos em Feira de Santana

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Um guarda municipal de Feira de Santana é suspeito de abusar sexualmente da filha de 15 anos. A jovem teria confessado o abuso a uma senhora que a encontrou em uma praça do bairro George Américo, após ter fugido de casa. A mulher levou a adolescente para a casa dela há cerca de 30 dias, e desde então vem cuidando da jovem.

De acordo com a delegada Milena Calmon, titular da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), o caso chegou à polícia através da senhora que acolheu a adolescente. A garota revelou que os abusos começaram há dois anos. Ela morava com os pais e uma irmã, e há três anos a mãe faleceu. A irmã não quis ficar com o padrasto, e ela ficou morando só com o pai, que passou a abusar sexualmente dela, inclusive tirando a virgindade.

Segundo a delegada, a jovem relatou ainda que dois anos após os abusos, o pai teria conhecido uma mulher, com quem passou a conviver, e por conta disso, a deixou de lado. Ela alegou também que a convivência era muito difícil e não era bem tratada, nem pelo pai nem pela madrasta, por isso resolveu fugir de casa.

“Ele fez da filha como se fosse a mulher. Essa jovem foi abusada pelo próprio pai por dois anos, onde mantinham relações sexuais com uso de preservativos, e todas eram mantidas com violência ou grave ameaça. Ela era espancada e já foi ameaçada com arma na cabeça”, disse a delegada.

O acusado prestou depoimento na delegacia e negou o teor das acusações, alegando que a menina era rebelde, queria sair de casa e por isso teria criado essa história. “Ele não assumiu nenhum dos atos, veio acompanhado de advogado e negou toda a história”, informou a delegada.

Conforme com Milena Calmon, foi pedida a prisão preventiva do acusado, mas o Ministério Público e a Justiça entenderam que neste momento a medida não era necessária, uma vez que a vítima já está afastada do agressor. Ela informou que as investigações estão sendo concluídas.

“Já se tem laudo do DPT e falta apenas ouvir o depoimento de duas testemunhas para concluir os procedimentos do inquérito policial. Nós ouvimos a adolescente por três vezes, todas harmônicas, com as mesmas afirmações. Embora ela esteja muito assustada, foi muito serena e não entrou em contradição em nenhum momento. Além disso, temos o laudo que comprovam que os sinais de desvirginamento são antigos, compatíveis com o que ela disse, então não tenho dúvida nenhuma dos abusos cometidos”, declarou a delegada.

Fonte: tb

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje