‘Quem se sente representado por mim não vai mudar’, diz Pastor Everaldo sobre risco Marina

Diante da tragédia que levou à morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), o também candidato à Presidência da República Pastor Everaldo (PSC) suspendeu a agenda pública da campanha e diz ainda não ter tido tempo “para pensar em uma estratégia futura”, durante o luto.

Everaldo se mostra tranquilo, entretanto, diante da possibilidade de ter que disputar com Marina Silva o eleitorado evangélico e a personificação do desejo de mudança. “Estou caminhando com o que eu tenho, não com o que os outros têm”, afirma o pastor, em entrevista ao Poder Online. “Quem se sente representado por mim não vai mudar de opinião.”

Leia a seguir os principais trechos da conversa:

Poder Online: Pastor, como o senhor recebeu a notícia da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), na última semana?
Pastor Everaldo (PSC): Estou chocado, obviamente. A primeira reação é o choque, ainda mais para nós, que éramos amigos. Essa é a primeira vez que eu vou falar,  sobre o assunto. Nós paralisamos tudo, Eduardo era um amigo fraterno. Mas a campanha continua. Ainda não deu para pensar no que vamos fazer, nem em uma estratégia futura.

A possível substituição de Campos por Marina Silva poderia fortalecer o discurso da terceira via adotada pelos socialistas e, com isso, prejudicar o crescimento do senhor, atualmente em quarto lugar?
Desde o início, sempre falei que o PSC representa o anseio da população que, como mostram as pesquisas, em mais de 70% deseja a mudança. É uma questão de tempo até as pessoas nos conhecerem. Hoje eu sou o candidato mais desconhecido, mas na hora em que entrarmos na TV, tenho a convicção de que vão se identificar e se reconhecer na nossa candidatura. Estou caminhando com o que eu tenho, não com o que os outros têm.

O senhor tem uma sólida base evangélica. A entrada de outra candidata religiosa poderia comprometer o apoio que o PSC já conquistou?
Acredito na democracia. Aqui não é Cuba, nem Venezuela. O bom da democracia é que o povo é livre e tem o direito de escolher quem achar melhor. O Partido Social Cristão não é um partido religioso, apenas segue princípios cristãos. Sou conservador de costumes e liberal na economia, queremos enxugar esse Estado. Quem se sente representado por mim não vai mudar de opinião. Todos os segmentos da sociedade têm me chamado para conversar e vamos atender a todo mundo, só precisamos organizar agenda.

Fonte: iG

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje