Políticos querem fazer de Beatriz a bandida. Pode?

catta preta

Política da forma como é praticada no Brasil é o jogo da desfaçatez. O princípio adotado pela maioria: nunca se defender, sempre atacar. Aí está o caso da advogada Beatriz Catta Preta, bem ilustrativo. Ela não é acusada de nada. Apenas era advogada de alguns delatores, entre eles, Júlio Camargo, o que disse ter pago uma propina de US$ 5 milhões a Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Mas vai sentar no banco da CPI da Petrobras como se fosse ré.

Beatriz é como um policial que só entra na linha de fogo por dever de ofício e de repente vira o alvo da ira do bandido, o verdadeiro criador do caso. Ela estava trabalhando apenas. Dizendo-se ameaçada, abandonou não só o caso, mas também a advocacia.

E agora se cria o tiroteio: quem a ameaçou? Ora bolas, Eduardo Cunha, que está na gênese do episódio, já atacou Rodrigo Janot, procurador da República, Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato, e Dilma, que está no olho do furacão, agora diz que vai interpelá-la.

Em síntese, os políticos estão no ataque. O filme é velho. A mocinha virou bandida.

Fonte: Coluna Tempo Presente – Jornal A Tarde

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje