Pernambuco versus Bahia no Ranking de Eficiência dos Estados – Givanildo Bispo do Nascimento

 

A Folha e o Datafolha publicaram o Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F). O estudo mostra “quais estados entregaram mais educação, saúde, infraestrutura e segurança à população utilizando o menor volume de recursos financeiros”. Os estados são classificados em eficiente, cuja escala seja acima de 0,5; alguma eficiência, entre 0,429 a 0,499; pouca eficiência, entre 0,333 a 0,428 e ineficiente abaixo de 0,333.

Aqui no nordeste, somente o estado de Pernambuco é considerado eficiente, com índice de 0,517, ocupando a 4ª colocação no Brasil. A Bahia atingiu o índice de 0,362, classificado com pouca eficiência e ocupando a 16ª entre os estados brasileiros.

Dentre as 06 variáveis estudadas, Pernambuco é considerado eficiente em três: educação (0,58), infraestrutura (0,5) e finanças (0,84). A Bahia é considerada eficiente somente em duas: segurança (0,55) e finanças (0,79).

Alguma eficiência é encontrada na saúde pernambucana (0,48), pouca eficiência na segurança (0,394) e ineficiente na receita per capita (0,223). Os baianos têm alguma eficiência em infraestrutura (0,499), ineficiente em educação (0,189), saúde (0,323) e renda per capita (0,106).

Especificamente sobre as seis variáveis, Pernambuco consegue ser eficiente em educação gastando menos (despesa de 8,9%) obtendo maior nota no SAEB e uma taxa de abandono do ensino médio na rede estadual de 1,7%, enquanto que a Bahia (que teve despesa de 12,1%) atinge neste quesito 8,1% de abandono escolar no ensino médio. Duas hipóteses poderemos apresentar sobre este fenômeno na educação baiana: baixa qualidade, por isso a nota baixa no SAEB e a consequente evasão de alunos.

Na saúde, Pernambuco tem alguma eficiência, enquanto a Bahia ineficiente. Eles conseguiram gastar 14,7% da despesa, terem menor mortalidade infantil e maior cobertura de equipes da saúde; a Bahia gastou 15,5% tendo menor cobertura de equipes de atenção básica e maior mortalidade infantil.

Em infraestrutura, há eficiência pernambucana contra alguma eficiência baiana. Somos melhores no saneamento (coleta de esgoto e oferta de água) e piores na qualidade das rodovias.

No quesito violência, os pernambucanos têm pouca eficiência, contra a eficiência no combate da Bahia. Tiveram mais mortes violentas intencionais (57 para cada 100 mil habitantes) contra 45 na Bahia.

Por fim, no item receita os dois estados são eficientes, sendo que a Bahia é menos endividada.

Enfim, este artigo se limita a somente demonstrar as estatísticas do estudo, não entrando no mérito da metodologia utilizada, tampouco nos propósitos a que se destina. Mas, em tempos de eleição os dados servem como subsídios para os formuladores de políticas e os resultados são como “exames” para o eleitor escolher melhor seus “médicos”.

Givanildo Bispo do Nascimento é graduado em Ciências Econômicas e bancário.

E-mail: givanildobispo@gmail.com 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje