Ministro busca otimizar recursos do SUS

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Avaliar de que forma os recursos do SUS são aplicados em todo o país e rever os pontos negativos do setor foram algumas das medidas informadas pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que participou nesta segunda-feira, 13, do evento “As perspectivas para a saúde pública no Brasil”, na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Ondina (Salvador). O encontro do ministro com representantes de entidades médicas da Bahia integrou a programação de aniversário de 10 anos do Hospital da Bahia.

O Ministério da Saúde terá orçamento de R$ 100,25 bilhões em 2016 (com redução nominal de 0,54% em relação a 2015 ou queda real de 10,15%, considerando a taxa de inflação do IPCA). Para fazer frente a esta situação, explicou Ricardo Barros, ele e sua equipe definiram 11 pontos para dimensionar e melhorar a gestão e orçamento da saúde, com ajuste de recursos para cumprir compromisso assumidos.

Inicialmente, disse, será preciso buscar a convergência dos sistemas de informação na área da saúde, para que seja detalhado o número de procedimentos realizados diariamente. O ministro disse que será indispensável priorizar a interlocução com os médicos.

Mais Médicos

Mas, ele defendeu o fortalecimento da presença de brasileiros no programa Mais Médicos. E, ao contrário do que defendem associações de classe,  disse ser favorável a manutenção do convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Ele disse que a Confederação dos Prefeitos do Brasil defende a presença de médicos cubanos em cidades onde os profissionais brasileiros se recusam a trabalhar.

“Pagamos R$ 10 mil por cada médico cubano e existem prefeitos que oferecem R$ 30 mil a médicos brasileiros e não conseguem atraí-los”, disse Barros. O ministro Ricardo Barros reafirmou sua intenção de dialogar com as entidades médicas e ofereceu espaço para que seus representantes fizessem suas colocações.

A presidente do Conselho Regional de Medicina da Bahia, Tereza Maltez, defendeu uma carreira de estado para fixar os médicos em suas cidades. O ministro concordou e disse que o médico deveria trabalhar no interior com um estímulo financeiro, que iria diminuindo a medida que este fosse avançado para a capital.

Em resposta a declaração do presidente da ABM, Robson Moura, sobre a criação de grande número de cursos de medicina no país, Ricardo Barros disse ser necessário crescer a oferta de graduação e de residência médica no interior do país, para fixar estes profissionais em regiões menos assistidas.

Também participaram do evento o ministro da Secretária de Governo, Geddel Vieira Lima, parlamentares e o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

Prédio anexo

À noite foi oferecido um jantar para autoridades e integrantes da equipe médica, entre outros convidados, pela diretoria do Hospital da Bahia. O superintendente-executivo do hospital, Marcelo  Zollinger, disse que concorda com o ministro, sobre a necessidade demudança na gestão da saúde Disse ainda que a  construção  de um prédio anexo, de 19 andares, com 209 leitos vai atenuar o déficit de 1.600 leitos em Salvador.  Esta iniciativa, acrescentou, é a forma de o Hospital da Bahia contribuir para a melhoria do setor na capital baiana.

Fonte: A Tarde

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje