Mercado de pagamento por celular se aquece

Lojistas, profissionais liberais e autônomos têm novas opções para receber pagamentos por cartão.

O mercado de pagamentos móveis está disputado. Só em 2013, Iugu, PagSeguro (serviço do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha) e Unipay lançaram serviços.

O pagamento pode ser feito a partir da conexão de um leitor de cartões de crédito no smartphone de quem receberá. Outra modo é a partir de aplicativos em que a transação é feita digitando os dados do cartão e o valor da compra.

O taxista Marcello Macedo, 37, ficou com a segunda opção. Instalou no celular o aplicativo da Iugu, ao mesmo tempo em que conseguiu uma máquina tradicional.

Ele diz que perdia clientes por não aceitar cartão. Agora, aproxima seu celular de um QR Code (código bidimensional que funciona como o de barras), que abre uma tela de pagamentos. A seguir, insere os dados do cartão do cliente e o valor da corrida.

Para divulgar a novidade, colocou panfletos no carro explicando o funcionamento. “Se isso realmente pegar, prefiro ficar só com esse sistema para não precisar carregar a maquininha, que ocupa metade do porta-luvas.”

Já Érika Calabianqui, 33, optou pelo leitor de cartões conectado ao celular. Para isso, comprou um smartphone para usar nas vendas de semi joias e roupas que faz de porta em porta.

Usuária do sistema da PagPop há cinco meses, diz que a inovação melhorou a sua produtividade.

“Antes, fazia uma venda parcelada e precisava de quatro viagens para receber. Hoje, faço tudo em uma visita.”

Também há a opção para quem trabalha com “delivery”. A Pagtel, por exemplo, oferece a possibilidade de o cliente pagar por ligação telefônica, após cadastro na internet ou com atendente.

SEGURANÇA

Para ter segurança ao usar esses serviços, Victor Lima, gerente da consultoria Concrete Solution, recomenda que se verifique se a empresa tem um selo PCI (Payment Card Industry Security), que garante padrão internacional de armazenamento de dados.

Lima também sugere que se pesquise qual a taxa cobrada por transação e o custo mensal de cada solução antes da escolha.

Renato Blum, presidente do conselho de tecnologia da informação da FecomercioSP, sugere que se pesquise em sites de reclamação e nas redes sociais a satisfação dos usuários do serviço.

Fonte: Folha de São Paulo

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje