Megaoperação contra corrupção investiga suspeitos em 12 Estados

O Ministério Público realiza nesta terça-feira (9) operações de combate à corrupção em 12 Estados para desarticular diversos esquemas suspeitos de desviar recursos públicos federais, estaduais e municipais com fraudes em licitações. Entre os suspeitos, há ex-prefeitos e empresários.

De acordo com as investigações, as verbas públicas sob investigação, somadas, ultrapassam R$ 1,1 bilhão, que foram desviados de órgãos municipais e estaduais, com pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.

Serão cumpridos 86 mandados de prisão, 311 de busca e apreensão, 65 de bloqueio de bens, segundo o Ministério Público de São Paulo.

Também serão realizados 20 mandados de afastamento das funções públicas, expedidos pela Justiça Estadual de Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.

Participam da operação cerca de 150 promotores e 1.300 policiais federais, rodoviários, civis, militares, servidores de Tribunais de Contas, Controladoria-Geral da União, Receitas Federal e Estaduais.

As ações são coordenadas pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

As investigações são realizadas na Bahia, no Ceará, no Espírito Santo, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Paraná, no Rio Grande do Norte, no Rio de Janeiro, em Rondônia e em São Paulo.

SÃO PAULO

No Estado de São Paulo são cumpridos 13 mandados de prisão, 16 mandados de condução coercitiva e 160 mandados de busca e apreensão, informou o Ministério Público estadual.

Segundo as investigações, desde 2007, um grupo de empreiteiras do ramo de pavimentação de asfalto estaria manipulando licitações públicas em municípios do interior de São Paulo, simulando competição entre si, com o objetivo de superfaturar as obras.

Há indícios de que servidores e agentes públicos facilitaram a atuação da organização criminosa para desviar recursos municipais, estaduais e federais. Durante a investigação, foi constatado o pagamento de R$ 70 mil em espécie, destinado ao pagamento de propina a servidores municipais, segundo o Ministério Público. Os contratos suspeitos foram firmados com cerca de 80 prefeituras municipais e superam R$ 1 bilhão.

Participam da operação 70 promotores, 250 policiais federais, mais de 100 servidores do Ministério Público e cerca de 250 policiais militares.

Os investigados responderão pelos crimes de fraude à licitação, desvio de verbas publicas, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.

Fonte: Folha de São Paulo

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje