Hospital Martagão pede ao Governo celeridade no repasse de verbas

Diante da crise financeira enfrentada pela unidade, membros do Conselho de Administração da Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil, instituição mantenedora do Hospital Martagão Gesteira, enviaram um documento de apelo público ao governador Jaques Wagner. O objetivo é chamar atenção do executivo para acelerar o repasse da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) no valor de R$ 1,5 milhão, restante do valor inicial de  R$ 2,7 milhões.

A crise financeira enfrentada pela unidade, por conta de uma dívida no valor de R$ 2,7 milhões, ameaçou o atendimento pleno da unidade. Após a situação ser divulgada pela Tribuna, a Sesab emitiu parte do repasse, mas ainda não realizou o restante por problemas burocráticos. No documento, a Liga Álvaro Bahia alerta novamente para o risco de interrupção dos atendimentos de alta complexidade às crianças da Bahia, se “a dívida não for paga ainda neste exercício de 2014”.

De acordo com Durval de Carvalho Olivieri, diretor executivo da Liga Álvaro Bahia, com o primeiro repasse feito pela Sesab, alguns pagamentos foram efetuados, mas ainda há dívidas pendentes. “Com os    R$ 900 mil recebidos do governo, pagamos alguns fornecedores, médicos e tomamos um empréstimo na Caixa Econômica para pagar parte do 13º dos funcionários. Ainda assim, continuamos numa situação muito difícil”, lamentou, ressaltando que o montante deve aumentar. “Temos fatura para fechar nos próximos dias e o valor do repasse pode aumentar novamente para R$ 2,7 milhões”, alertou.

No documento de apelo público entregue ao governador, o Conselho da Liga Álvaro Bahia ressalta que o ofício foi feito após a gravidade da situação ser comprovada em reunião ocorrida no primeiro dia deste mês. De acordo com a direção, “há três meses o Martagão Gesteira – Hospital da Criança – não recebe do Estado da Bahia os repasses a que tem direito, em contrapartida aos 4.000 atendimentos e 700 cirurgias mensais que realiza, em média, em prol das crianças carentes deste Estado, exclusivamente pelo SUS”.
Segundo Olivieri, a descontinuidade para a data de pagamento é a maior preocupação do Conselho. “Além de querermos o repasse, nos preocupa muito essa descontinuidade. Isso desmotiva os médicos e os demais profissionais envolvidos”, afirmou. Os membros do Conselho ainda pedem ao governador o imediato pagamento da dívida, “honrando o compromisso com a saúde e o bem-estar das nossas crianças e jovens”.

Segundo informações da Sesab, a demora para efetivação do pagamento pode ser motivada por diversos fatores que vão desde a demora na entrega da conta, por parte da unidade de saúde, ao preenchimento incorreto de formulários. A secretaria ainda completou dizendo que para que o pagamento seja realizado, o hospital precisa apresentar a conta. Após os valores serem conferidos, o processo de pagamento dura em média 60 ou 90 dias, que é o tratamento normal para pagamentos vindos do estado.

Referência para tratamentos de alta complexidade, como neurocirurgia, cardiologia e oncologia, atualmente o hospital realiza cerca de 500 atendimentos diários, inclusive recebendo pacientes de outros estados, tendo capacidade para 180 leitos, com 160 ocupados.

 Fonte: TB

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje