França e Alemanha adotam restrições severas para limitar segunda onda do coronavírus

Durante as últimas semanas, os países europeus tentaram retardar a propagação de uma segunda onda de infecções por coronavírus por meio de restrições específicas e localizadas, destinadas a evitar os bloqueios nacionais impostos na primavera no hemisfério norte.

As medidas surtiram pouco efeito. Com países como França, Itália e Reino Unido relatando o maior número de mortes em meses, e a Alemanha enfrentando casos crescentes nesta semana, as autoridades agora estão lutando para reimpor medidas drásticas para conter o aumento de infecções e hospitalizações que podem resultar em mais mortes do que durante a primeira onda da pandemia.

A Alemanha decidiu impor as restrições mais duras desde um “lockdown” ocorrido durante a primavera no hemisfério norte. O acordo para impor uma paralisação parcial de um mês foi acertado pela chanceler Angela Merkel depois de conversas com líderes dos 16 estados do país, afirmou a Bloomberg.

Os detalhes serão divulgados nesta quarta-feira, 28, quando Merkel vai falar à imprensa. A proposta de Merkel pede o fechamento de bares, restaurantes e instalações de lazer para conter o surto de infecções por coronavírus.

Ela também pedirá aos cidadãos que mantenham os contatos sociais a um mínimo absoluto e evitem todas as viagens não essenciais.

O plano, rotulado de “luz de lockdown” pela mídia alemã, entraria em vigor na próxima semana e duraria até novembro.

De acordo com a proposta, as regras, que como as da França seriam menos rígidas do que as impostas em março, teriam como objetivo limitar o número de infecções até o Natal para que amigos e familiares pudessem se encontrar novamente.

“Sabemos como nos proteger”, disse Merkel na terça-feira, alertando que, sem agir de acordo, “acabamos voltando a situações extremamente difíceis”. 

Após relatar 523 mortes na terça-feira, 27, o maior número do país desde o final de abril, a França prepara, nesta quarta-feira, restrições mais rígidas ao coronavírus antes de um discurso do presidente Emmanuel Macron. As medidas podem variar de um toque de recolher noturno ou final de semana prolongado a um lockdown de semanas. 

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje