Entidades baianas se mobilizam para atos contra reforma da Previdência

Duas mobilizações marcam, nesta quarta-feira, 15, o Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência em Salvador. Em frente ao Shopping da Bahia, às 7h, está previsto um protesto dos trabalhadores na área da educação e, a partir das 15h, em ato unificado, diversas categorias fazem caminhada do Campo Grande até a praça Castro Alves.

O propósito é influenciar, também, as votações no Congresso contra as propostas de reformas trabalhistas. Na quinta, 16, às 9h30, está marcada mais uma reunião da comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados.

Em congresso realizado em janeiro deste ano, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) aprovou o dia nacional de luta.

A mobilização recebeu apoio das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, além das centrais sindicais e organizações sociais que também integram o movimento.

Em nota, o Sindicato dos Bancários da Bahia informa que as agências só abrem a partir do meio-dia. Serviços ambulatoriais e administrativos estão suspensos, nesta quarta, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde da Bahia (Sindsaúde).

Professores

A paralisação dos professores da rede pública municipal e estadual de ensino deve durar dez dias. “Iremos realizar atividades em diversos pontos da cidade, como a que já está marcada para a próxima segunda-feira no Centro”, disse a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Elza Melo.

A categoria ainda realiza, com sindicatos de outros profissionais, um debate sobre as reformas, no Bahia Othon Palace, em Ondina, nesta sexta, 17. A Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) promove, também, ato político-cultural, às 10h, no campus de Ondina.

O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) só adere ao ato de paralisação nesta quarta. “Essas alterações vão prejudicar todos os trabalhadores. Estamos mobilizados desde o ano passado e aprovamos a paralisação no último dia 10. Professores de 50 escolas na Bahia devem aderir ao movimento”, disse a diretora do Sinpro-BA, Cristina Souto.

Caso as mudanças sejam aprovadas, a categoria dos professores e dos trabalhadores rurais perdem o direito a aposentadoria especial, que reduz o tempo por contribuição e por idade em cinco anos.

Os protestos que envolvem todas as classes de trabalhadores também estão previstos no interior baiano. “São pelo menos 200 municípios que irão realizar atos. E a expectativa é que as mobilizações cresçam para tentar impedir a eliminação dos direitos trabalhistas”, acredita o secretário da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), Alfredo Santos Júnior.

Na programação de mobilizações, no próximo dia 30, às 9h, uma audiência pública está prevista para ocorrer na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A discussão será sobre a reforma da Previdência.

“Temos que pressionar para impedir que isso avance. Com o tempo de contribuição de 49 anos e a idade mínima de 65, só é possível trabalhando desde os 16 anos de forma contínua”, explicou o representante da CUT.

Fonte: A Tarde

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje