Crescimento fraco da economia faz Receita reduzir previsão de alta da arrecadação

O fraco crescimento da economia brasileira fez a Receita Federal cortar de 3% para 2,5% a previsão de crescimento real da arrecadação em 2013, conforme informou nesta terça-feira (22) o secretário-adjunto do órgão, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

A nova estimativa não considera a possibilidade de ingresso de receita extra advinda dos programas de refinanciamento de débitos tributários atrasados (Refis ) abertos pelo governo para empresas de diversos setores.

De acordo com os dados da Receita, o governo federal arrecadou R$ 84,212 bilhões em impostos e contribuições em setembro. O número representa alta real –acima da inflação– de 1,71% sobre igual mês do ano passado.

Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de que a arrecadação somaria R$ 85 bilhões no mês passado, com as projeções variando entre R$ 80 bilhões e R$ 86 bilhões.

O desempenho da arrecadação relaciona-se com o avanço da economia, já que o pagamento de impostos aumenta à medida que o faturamento das empresas cresce. Como o PIB (Produto Interno Bruto) vem se expandindo pouco este ano, o mesmo acontece com o recolhimento de impostos.

A política de desonerações, implementada como forma de reanimar a economia, também contribuiu para o arrefecimento da arrecadação em relação ao ano anterior.

DESONERAÇÕES

Até agosto, o governo abriu mão de R$ 51 bilhões em impostos por conta dos programas de isenção fiscal, um crescimento de quase 72% frente ao mesmo período do ano passado, quando a perda com desonerações foi de R$ 29,7 bilhões.

O governo precisa que a arrecadação volte a crescer para que consiga cumprir a meta de economia para o pagamento dos juros da dívida pública, o chamado superavit primário. A meta para todo setor público já foi reduzida de 3,1% do PIB para 2,3% do PIB este ano.

Fonte: Folha de São Paulo

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje