Consultores Políticos aprovam padrões de conduta ética

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Consultores Políticos, profissionais de marketing e estratégia politico/eleitoral associados da ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos aprovaram em sua última Assembleia Ordinária, ocorrida em 29 de abril, durante o XII Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político, um conjunto de normas e padrões de conduta ética, para exercício de suas atividades profissionais.

Sem a pretensão de lançar um Código de Ética, a ABCOP recomenda aos seus associados a livre adoção de normas básicas de conduta e exercício profissional, baseada em três princípios fundamentais, que são a ‘obediência irrestrita à legislação’, o ‘respeito à verdade’ e a ‘ transparência das atividades exercidas’.

“A ABCOP existe desde 1991 e seu objetivo é apoiar os consultores políticos, além de promover e valorizar a excelência profissional de suas atividades. A unânime decisão da assembleia em recomendar a adoção de normas de conduta ética por parte de nossos associados é um desdobramento natural deste objetivo. Queremos distinguir claramente quem são e o que fazem nossos consultores”, explica o Prof. Carlos Manhanelli, atual presidente da entidade.

As normas e padrões sugeridos foram elaborados e aprovados pelas plenárias dos dois últimos congressos da ABCOP realizados em 2014 e 2016, em Brasília e São Paulo, através de moção proposta pelo Prof. Emmanuel Publio Dias, diretor da ABCOP.

“Temos consciência da necessidade de reposicionarmos as atividades do Consultor Politico sob uma intransigente defesa de padrões éticos rigorosos”, completa o Prof. Emmanuel.

Padrões de Conduta Ética do Consultor Político

A ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos, reunida em sua assembleia geral ordinária em 29 de abril de 2016, aprovou resolução que recomenda aos seus associados, Consultores Políticos e a todos os profissionais que exerçam atividades ligadas à formulação, execução e produção de ações ligadas ao marketing político e eleitoral, a livre aceitação e adoção dos conceitos e práticas, a seguir:

  1. Fundamentos
  • Os conceitos de Ética e Política, definidos como atividades em benefício da sociedade e do bem comum, sobre qualquer outra proposta.
  • A democracia como a melhor forma de se praticar a Política com Ética
  • O reconhecimento que nossas atividades profissionais se relacionam e se complementam com várias outras nos campos do marketing e das comunicações de marketing

Em função do enunciado anterior, reconhecemos, aceitamos e praticamos (no que for aplicável), as recomendações e normas éticas já adotadas pelas diversas entidades e associações representativas dos profissionais dos diversos campos de atividades relacionadas (ABM, AMPRO, APP, ABMN, ABIPEME, CONAR, ABAP, ABEND, CENP, SINAPRO, e outras).

  1. Respeito/obediência às leis

Sem exceções ou tergiversações. Em todos os níveis e jurisdições.

Mas também sem abandonar a ação política e cidadã em lutar permanentemente pelo aprimoramento e modificações que entendermos favorecerem o processo político/eleitoral, em benefício da sociedade, da democracia e na defesa da liberdade de expressão.

  1. Respeito à verdade

Nossas atividades, ações e desempenho profissional não deverão induzir ninguém a erro, dano ou engano sobre o real propósito, políticas ou político que estivermos promovendo, e também, aos seus opositores.

  1. Busca permanente do bem comum da sociedade. Atuação republicana

O marketing político/eleitoral e as ações de consultoria prestadas são instrumentos da atividade política e como tal, a serviço dela.

Deve, portanto, resultar sempre em atividades e ações que beneficiem os objetivos específicos do cliente, sem perder de vista o conjunto da sociedade.

  1. Transparência/Responsabilidade/Prestação de contas (accountability)

Os consultores de marketing político (e suas empresas) não podem se eximir da prestação de contas segundo as leis e normas vigentes (em especial, as emanadas pelos Tribunais Eleitorais), bem como da demonstração (para as autoridades fiscais e fazendárias) da origem e destino dos recursos utilizados em seu trabalho.

Da mesma forma, são responsáveis pelos resultados obtidos pelas ações decorrentes de suas atividades profissionais, inclusive pelo conteúdo dos processos de comunicação que planejem, criem e executem.

  1. Defesa intransigente da liberdade de expressão

A liberdade de expressão, bem como a inexistência de qualquer tipo de censura prévia, controle social ou restrição à publica manifestação de opinião em qualquer meio ou plataforma de comunicação, é fundamento inamovível da democracia e do exercício ético de nossas atividades.

Fonte: ABCOP

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje