As 30 cidades que menos dependem do Bolsa Família

As pequenas cidades de Westfalia (RS) e Sebastião Barros (PI) têm mais ou menos o mesmo número de habitantes – algo em torno de três mil. Mas há uma diferença brutal entre elas: na primeira, cinco famílias recebem o Bolsa Família; na segunda, 876.

Isso significa dizer que um benefício é repassado à cidade gaúcha a cada 561 habitantes. Já na piauiense, um chefe de família recebe o dinheiro a cada 4 pessoas do município. A média do Brasil é de um benefício a cada 14 habitantes.

Em 2013, o Bolsa Família completa 10 anos de existência. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ele beneficia hoje cerca de 13,7 milhões de famílias, que somam mais de 50 milhões de pessoas. O dinheiro é pago diretamente a um membro do núcleo familiar. Preferencialmente, a mulher.

O número de beneficiários do programa federal funciona hoje quase como um termômetro social de uma localidade, já que são atendidas famílias com renda per capita mensal inferior a 70 reais.

É preciso lembrar, claro, que os dados estão sujeitos a distorções. Em todo o Brasil, pipocam denúncias de pessoas que recebem os repasses sem preencher as regras do programa.

Ainda mais relevante, há o efeito contrário: nem todas as famílias que poderiam estar recebendo foram cadastradas. A cobertura fica a cargos dos governos municipais e não é uniforme em todo o país.

Problemas a parte, as 30 cidades que menos dependem dos repasses se concentram no Sul e têm em comum uma população pequena (apenas uma ultrapassa 30 mil habitantes). Confira quais são, junto com o valor dos repasses do governo em julho e o IDHM – índice de desenvolvimento medido pela ONU – de cada uma delas.

Clique nas fotos para conferir as cidades em que o número de benefícios é pequeno diante do tamanho da população.

Fonte: Exame

 

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje