Tempo de organização – *Maurílio Fontes

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Em conversas com postulantes ao Executivo tenho reiterado a importância do bom aproveitamento do tempo para a organização das campanhas.

É preciso respeitar a lei eleitoral, contudo, não se deve parar no tempo, deixando de estabelecer estratégias no decorrer da pré-campanha (a nova lei eleitoral é bastante permissiva e admite considerável movimentação aos políticos). 

Refiro-me às avaliações ambientais, estruturação de cenários e ao aprofundamento das pesquisas qualitativas e quantitativas, para que a partir de uma série histórica, seja oferecido ao consultor político o instrumental analítico acerca das demandas dos eleitores, dos vetores que determinarão o ritmo da campanha, das percepções que os votantes têm das possíveis alianças, das vinculações de grupos políticos com vista à manutenção ou tomada de poder e os índices de intenção de voto (a rejeição também é um item extremamente importante).

Em política, juntar siglas e candidatos não significa que a soma será positiva, pois dois mais dois necessariamente não serão quatro.

É preciso avaliar todos os processos, pois a dinâmica social é que determinará se os resultados pretendidos serão alcançados ou não.

“O povo é o juiz dos políticos”. Esta frase, jargão largamente utilizado neste momento pré-eleitoral, responde de forma definitiva àqueles que pretendem impor de forma unilateral suas vontades.

Isto é um grande erro, pois primeiro é necessário entender as demandas e visões do povo.

A partir do levantamento das informações, e mais ainda após a compreensão do cenário que balizará a disputa, será possível atuar no sentido de captar votos e proporcionar ao candidato os diferenciais que farão com que os eleitores o percebam como o mais apto (havendo convergências entre oferta e demandas) para governar seu município.

É tempo de organizar, mas também é tempo de investir no entendimento das “ondas” nas quais o povo navegará até o dia 2 de outubro.

A hora é esta: a organização se impõe para que o tempo não seja perdido e decisões importantes postergadas.

Não se pode comprar o tempo.

Daí a importância de sua utilização racional em qualquer campanha política.  

*Especialista em Marketing Político, Mídia, Comportamento Eleitoral e Opinião Pública (UCSAL-2006)

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje

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