Salvador já vacinou 356 mil pessoas contra H1N1; novas doses chegam até sexta

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A 26 dias do término da campanha de vacinação contra o vírus H1N1, 356 mil pessoas já foram vacinadas em Salvador. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), isso corresponde a 57,5% do total do público alvo, formado por crianças de seis meses a menos de cinco anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, idosos a partir de 60 anos, indígenas, portadores de doenças crônicas, presidiários, servidores do sistema prisional e de saúde, além de jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas.

Até a última quinta-feira (28), o município havia recebido 412 mil doses da vacina – 67% do total de 615 mil pessoas que precisam ser vacinadas durante a campanha. Na quinta-feira, a cidade recebeu cerca de 80 mil doses, que foram distribuídas para as 116 salas de vacina no município.

Ainda segundo a SMS, há vacinas disponíveis nas unidade de saúde, mas é possível que alguma sala esteja sem doses, já que a próxima remessa ainda é aguardada até a próxima sexta (6), quando Salvador deverá receber mais 60 mil doses.

Apesar do quantitativo avançado de pessoas vacinadas, ainda há pessoas nos grupos prioritários que não conseguiram se vacinar. Uma técnica de enfermagem que trabalha em dois hospitais de Salvador – o Hospital das Clínicas e o Hospital Português – disse que ainda não conseguiu se vacinar.

“Já fui em dois postos e não consigo me vacinar, porque não tem mais vacina. No hospital, às vezes também chegam doses, mas eu não consegui também. Tenho um bebê de seis meses e não consegui nem pra mim, nem pra ele. Lá no hospital, às vezes aparece paciente com doença e eu acabo me expondo e expondo ele também”, disse.

A SMS informou que não distribui vacinas para hospitais, apenas para as unidades de saúde com salas de vacinação. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) também informou que não faz esse tipo de distribuição.

Balanço
Até a última segunda-feira (2), a Bahia tinha confirmados 45 casos de H1N1 e dez óbitos em decorrência do vírus. Foram cinco mortes em Salvador, uma em Vitória da Conquista, uma em Teixeira de Freitas, uma em Ibipeba, uma em Boquira e uma em Bom Jesus da Lapa.

Entre as dez mortes, está incluída a da médica cubana Clara Elisa Gonzalez Mendez, 42 anos, que trabalhava em Bom Jesus da Lapa e morreu no Hospital do Oeste, na cidade de Barreiras, onde estava internada.

O boletim não contabiliza os óbitos de uma criança de seis anos em Teixeira de Freitas, nem do empresário Cláudio Oliveira de Souza, 53, que morava em Irecê, no último domingo. Cláudio morreu em Salvador, no Hospital Especializado Octávio Mangabeira, com suspeita de ter contraído H1N1.

Fonte: Correio 24h

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje