Reforma política em debate na Assembleia

Se ainda não é consenso, é quase: a reeleição para cargos executivos (prefeito, governador e presidente) está com os dias contados pelo que se observa nos primeiros movimentos da Comissão da Reforma Política do Congresso Nacional (23 dos 34 membros já se manifestaram a favor). E todo esforço está sendo feito para que as novas regras estejam votadas e aprovadas na Câmara e no Senado até setembro, o que equivale dizer: para valer já nas eleições do próximo ano.

Se assim o é, como ficam os prefeitos eleitos pela primeira vez em 2012, como ACM Neto, que vão tentar a reeleição?

Ninguém sabe. Ainda não há emendas nesta direção formalizadas, mas se discutem duas possibilidades:

1 – Os eleitos em 2016 teriam mandato-tampão de dois anos, assegurando o direito dos eleitos em 2012 de disputar a reeleição. E os que forem eleitos pela primeira vez em 2016 poderiam tentar a reeleição em 2018.

2 – Os eleitos (ou reeleitos) em 2016 teriam mandato de seis anos e ponto.

Aos interessados em dar sugestões: segunda, às 9h, os seis integrantes baianos da Comissão da Reforma realizarão audiência oficial na Assembleia.

Casamento barato – A maioria dos deputados quer eleições para vereador, prefeito, deputado, senador e governador num mesmo pleito por achar que a campanha fica mais barata.

Descasadas, eles pagam duas campanhas, a deles e a dos prefeitos (que não querem). Discute-se também colocar a eleição do presidente da República solteira e com mandato diferenciado, de cinco anos.

Bancada baiana – Os cinco deputados federais baianos que integram a Comissão da Reforma Política como titulares são: Arthur Maia (SDD), Benito Gama (PTB), Daniel Almeida (PCdoB), Moema Gramacho (PT) e Uldurico Júnior (PTC).

Fonte: Coluna Tempo Presente – A Tarde

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje