Publicações históricas e culturais do Ipac podem ser obtidas gratuitamente

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Registrar a história e a cultura da Bahia, organizar e transformar em informação pública de qualidade, acessível a todos, inclusive por meio de publicações digitais e impressas distribuídas gratuitamente. Esse trabalho está sendo feito pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), por meio do Centro de Documentação e Memória. O órgão disponibiliza dez cadernos próprios, que podem ser adquiridos por instituições de pesquisa, pesquisadores autônomos e outros interessados, para produções artísticas e jornalísticas. Para a obtenção do material impresso, basta procurar a coordenação do Centro.
Localizado no Pelourinho, na Rua Gregório de Matos, número 29, o Centro de Documentação reúne livros raros, fotografias, mapas e plantas de casarões que remontam o período colonial. Assim, detalhes importantes e únicos do Centro Histórico de Salvador, além de outras cidades e localidades da Bahia, como o município de Cachoeira, não se perdem no tempo.
Mestrando em Antropologia das Religiões, Cícero Cordeiro é do Piauí e veio para a Bahia fazer o mestrado pela Universidade Federal. Ele recebeu o kit com as dez publicações do Ipac, entre eles Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix, Festa de Santa Bárbara, Festa da Boa Morte e Pano da Costa.“O material que eu obtive é de primeiríssima qualidade, inclusive a impressão. Vem com um DVD mostrando como a pesquisa foi elaborada, sem falar na riqueza de detalhes, fotografia e conteúdo. Fiquei muito feliz quando recebi esse material”. Para Cordeiro, o registro dos fatos tem grande valia para as pessoas que pesquisam. “Em um lugar só, encontrei uma variedade de cadernos informativos que norteiam minha pesquisa. Eu soube da oportunidade por um amigo do Piauí, dizendo sobre alguns livros que poderiam ajudar na pesquisa. Procurei o órgão e vi a variedade também para a consulta da comunidade”.
Segundo o mestrando, o caderno Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix ampliou seu horizonte de pesquisa. “Eu soube dos trabalhos desenvolvidos e das dificuldades para se manter as casas. Isso me fez criar um outro foco, que é saber como ficam os terreiros após a morte dos responsáveis, em relação aos seus sucessores. Estou pesquisando como é feita a manutenção dessa cultura, dessa tradição, dessa responsabilidade”, explicou.
50 anos do Ipac
O diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, informa que o órgão completa 50 anos em 2017. De acordo com ele, um projeto para lançamento de uma planta do Centro Histórico de Salvador na plataforma do Google, capaz de indicar, inclusive, qual o estado de conservação dos imóveis da região, será apresentado em setembro. “Boa parte da memória da Bahia está guardada aqui, são fotografias, livros, plantas. O que estamos fazendo é transformar esse acervo em informação digital”, disse.
Ainda conforme Oliveira, as publicações do Ipac já são disponibilizadas para download no site do órgão – www.ipac.ba.gov.br. “A nossa ideia agora é que o acervo documental e fotográfico seja digitalizado. Estamos procurando parceria para que em 2017 nós tenhamos todo o material mais dinâmico para a sociedade”, afirmou.
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O fotógrafo Lázaro Meneses trabalha há 36 anos no órgão e conhece bem sua história. “Entrei como mensageiro, fui laboratoristas, me tornei fotógrafo e hoje respondo pelo setor. Nisso eu acompanhei todo o processo de revitalização do Centro Histórico. Vi essa transformação do aspecto social e hoje o Ipac tem a proposta de divulgar todo esse registro para o público. Somos procurados por alunos de arquitetura, urbanismo, pessoas que querem fazer pesquisas, inclusive de outros países. Há lugares nos quais as pessoas chegam e dizem que ali não tem nada. Mas com o nosso olhar de profissionais, conseguimos registrar tudo o que cada lugar tem a oferecer que mereça ser registrado”, destacou.
Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo da Bahia – Fotos: Alberto Coutinho/GOVBA

 

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje