Em evento esvaziado de petistas, Haddad nega ser plano B do PT em 2018

Cotado como um dos protagonistas nacionais do PT na eleição de 2018 – seja como candidato ao Senado, à Câmara ou mesmo à Presidência da República, na hipótese de impedimento do ex-presidente Lula – o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, não contou com o prestígio dos seus colegas de partido na manhã desta sexta-feira (24) em Salvador.

Convidado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) para ser o palestrante do debate sobre Governança Metropolitana, em evento realizado no auditório da Escola de Administração, no Vale do Canela, o petista foi recepcionado pelo reitor João Carlos Salles e apenas uma pessoa do meio político: o ex-deputado estadual e ex-secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Álvaro Gomes, que é do PCdoB.

Internamente, caso o nome de Luiz Inácio seja barrado pela Justiça, há a hipótese defendida por caciques da legenda de o partido lançar ao Palácio do Planalto o próprio Haddad ou justamente o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner. “Não é verdade. Não se coloca essa questão. Está todo mundo muito convencido de que o presidente Lula chega à eleição”, apostou o ex-gestor paulistano, em entrevista ao bahia.ba.

Ele assegura desconhecer a discussão sobre o fato de ser uma espécie de “plano B” na sigla. “Se existe essa conversa não chega a mim, não é comigo. As conversas das quais eu participei todas foram na direção de consolidar esse crescimento que o Lula vem observando nas pesquisas para que ele esteja no pleito do ano que vem e ele é o grande favorito até aqui”, refutou, ao descartar elencar outros nomes com potencial de disputar a campanha presidencial: “Não trabalho com essa hipótese. O PT tem grandes quadros, mas ninguém está trabalhando nenhuma outra alternativa. Estamos todos convictos de que [a candidatura de Lula] vai dar certo”.

Fernando Haddad também tratou como “incipiente” a possibilidade de concorrer ao Senado ao lado do vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy, em uma chapa defendida pelo próprio Lula, segundo o Estadão. “Olha, nós temos tempo para conversar. Vamos esperar amadurecer o cenário e ver o que é melhor. Não tem nada decidido. Tem posições um pouco diferentes, vamos chegar a um denominador comum do que é melhor”, disse.

Perguntado se havia até a chance de pleitear uma cadeira de deputado federal, o petista novamente tergiversou. “Não estamos nesse estágio da conversa, estamos fazendo análise primeiro. O quadro está ainda muito fluido, pouco consolidado. Precisa avançar um pouquinho mais, ver como é que ele vai se configurar para a gente tomar uma decisão. Porque não depende só da gente, não é? Depende dos outros partidos, depende de quem vai tentar a reeleição, depende de um conjunto de fatores. Não dá para decidir apressadamente sem saber sequer da estratégia dos demais partidos que vão concorrer às mesmas vagas. Somos todos amigos, então vamos tomar uma decisão de consenso”, ponderou.

Atualmente, a bancada paulista na Câmara conta com 10 representantes do PT.

 

Fonte: bahia.ba

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje