Rui Costa discute com os partidos aliados os nomes do segundo escalão

Após o breve descanso do Natal, o governador eleito Rui Costa (PT) já iniciou a discussão individual com os secretários sobre a montagem do segundo escalão do governo. Nos últimos dias, ele se encontrou com os auxiliares, quando voltou a amarrar algumas metas e a falar da necessidade de diálogo interno para a ocupação dos cargos na estrutura.

Rui esteve no escritório da transição para se inteirar de algumas questões e, conforme sua assessoria, teve uma agenda técnica.

Ele já teria iniciado alguns contatos partidários sobre o mesmo assunto, que deve exigir novamente do gestor muita habilidade na divisão do bolo a fim de contemplar aqueles que ainda não receberam a sua fatia. Interlocutores relataram à Tribuna que mesmo com o período mais recluso dos últimos dias, o petista não parou de trabalhar, intensificando as atividades desde a última sexta-feira, quando articulou a tomada de decisões.

Fala-se em mais de trinta cargos a serem preenchidos, entre diretorias de empresas, órgãos e superintendências, o que amplia as possibilidades de alguns partidos como o PR, o PTB e o PMN que ainda não tiveram espaços garantidos na primeira etapa.

Alguns espaços terão importância maior, como a presidência da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder). Essa deve comandar as principais obras no estado, substituindo a Sucab, que será extinta no novo modelo da máquina administrativa.

A informação é que Rui avisou aos secretários que aguardassem o afunilamento nas indicações dos partidos para fecharem os nomes que vão dirigir alguns postos.

“Isso acontece a partir dos acordos que vai se fazendo com os partidos. Essa questão está em curso, mas não existe data prevista (para finalização). Em política, as datas são diferentes, mas a vantagem é que estamos em um governo de continuidade, onde já se sabe o que precisa. Não há pressa”, afirmou o futuro secretário de Relações Institucionais (Serin), Josias Gomes (PT).

Na nomeação, é certo, que o secretariado terá também total participação, com indicações de superintendentes e chefes de gabinete.

Josias confirmou que há esse entendimento. “Os secretários terão autonomia para indicar. Se vão recorrer ao partido ou não, aí depende, mas eles terão liberdade”, disse. Esse deve ser o caso principalmente das escolhas dos chefes de gabinete, que devem ter relação direta de confiança com os gestores.

No segundo escalão ficaram marcados apenas dois postos até o momento, com a permanência de Diogo Medrado na Bahiatursa, empresa pública que será transformada em Superintendência de Turismo, e Eduardo Pessoa na Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicação da Bahia (Agerba), mas há rumores de que outras diretorias do órgão podem ser modificadas.

Apesar da relevância dos auxiliares também nas sugestões, a conversa com os partidos deve ser o divisor de águas para as nomeações. A orientação é que as siglas que integram a base de sustentação indiquem nomes técnicos. “Para esses cargos a exigência será a mesma de capacidade de gestão e de articulação política”, afirmou o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, que irá se encontrar com o governador eleito hoje para tratar da questão. “Ele orientou aos secretários que aguardassem a conversa com os partidos para as indicações para os órgãos. Vamos seguir o mesmo perfil apresentado para o secretariado”, frisou Everaldo.

O dirigente não informou quais cargos o PT deve comandar no segundo escalão. O partido terá filiados no comando de cinco secretarias.

Fonte: Tribuna da Bahia

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje