Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro

O presidente Lula (PT) supera o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores autoidentificados como de centro nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no começo deste mês para a Presidência da República.

Esses eleitores sem aderência prévia ao petismo ou ao bolsonarismo podem ser decisivos na eleição de outubro, que deve ser acirrada.

Em uma escala de 1 a 7, o Datafolha pede ao entrevistado para responder em qual posição política se colocaria, sendo 1 o máximo à esquerda e 7, o máximo à direita. O eleitor de centro corresponde, portanto, ao número 4.

Nos cenários testados pelo instituto com a presença de Lula e de Flávio e sem Ratinho Junior —que anunciou na segunda (23) a desistência da candidatura—, o petista aparece na frente.

No primeiro deles, Lula tem 31% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 17%. Romeu Zema (Novo) aparece com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%.

A margem de erro neste grupo de centro é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada de 3 a 5 de março de 2026, com 2.004 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas entre 137 municípios, com a população de 16 anos ou mais. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-03715/2026.

Como mostrou a Folha, na pesquisa geral, com todo o eleitorado, Lula também está à frente de Flávio nos cenários de primeiro turno, por cinco ou seis pontos percentuais. Neste caso, a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando o Datafolha não cita o nome dos possíveis candidatos, 15% dos eleitores autoidentificados como de centro dizem que pretendem votar em Lula para presidente, enquanto 2% mencionam Flávio e, outros 2%, Jair Bolsonaro (PL).

No segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente conta com 41% das intenções de voto entre o grupo de centro, e o senador, com 32% –estão empatados tecnicamente. Outros 24% dizem que pretendem votar em branco, e 3% não sabem.

Na pesquisa com todo o eleitorado, os dois também aparecem empatados na simulação de segundo turno, mas com uma diferença numérica menor. O filho de Bolsonaro marca 43%, ante 46% do presidente.

O Datafolha também perguntou a cada entrevistado em qual número ele se encaixa, considerando uma escala de 1 a 5, em que 1 é bolsonarista e 5, petista. Assim, o eleitor que se identifica como o número 3 não está alinhado a nenhum dos polos.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje

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