Inquérito das fake news completa 7 anos ainda em uso

Neste sábado (14), o inquérito das fake news completa mais um aniversário e chega aos sete anos de tramitação ainda em uso e em meio a uma crise sem precedentes no STF (Supremo Tribunal Federal), que foi dragado para o escândalo do Banco Master.

Se a investigação já acumula controvérsias desde que surgiu –seja por ordens consideradas abusivas ou pelo seu formato e abrangência–, sua prolongação no tempo, com uso recente, gerou reação da advocacia, ampliando o movimento de desgaste da corte, que vem sendo cobrada publicamente a adotar, por exemplo, um código de conduta.

Instaurado em março de 2019, pelo então presidente da corte, o ministro Dias Toffoli, de ofício e sem sorteio da relatoria —que foi dada ao ministro Alexandre de Moraes—, a investigação foi criticada desde o início.

Ganhou certo apoio da opinião pública, porém, à medida que o Supremo passou a ser visto como principal anteparo às investidas antidemocráticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em especial com a inação de outras instituições de controle.

Sua continuidade, no entanto, tem atraído cada vez mais críticos. Tudo isso, em meio à crise de imagem do STF frente aos questionamentos que se acumulam quanto às relações dos ministros Moraes e Toffoli com o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro.

Advogados e professores de direito ouvidos pela Folha defendem o encerramento do inquérito o quanto antes.

Maurílio Fontes

Proprietário, jornalista, diretor e responsável pelo Portal Alagoinhas Hoje

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